sábado, 12 de maio de 2012

Pesquisadores e índio Ticuna promovem diálogo sobre culturas na UFSC dia 15 de maio de 2012



Pesquisadores e índio Ticuna promovem diálogo sobre culturas na UFSC

Mesa-redonda do Projeto Museu em Curso “Museus e Povos Indígenas: Espaço Para o Diálogo Intercultural”*

A arte, a ciência e o misticismo dos índios brasileiros encerram ainda um mundo de mistério que fascina e intriga as sociedades brancas na descoberta do outro colonizado. Os Ticuna, povo indígena mais numeroso da Amazônia e do Brasil, são os grandes homenageados das atividades em comemoração à décima Semana Nacional dos Museus na Universidade Federal de Santa Catarina. Pacíficos mas irredutíveis na luta por seus direitos, os Ticuna, ou povo Magüta, são tema de conferências, debates e de uma impressionante exposição de máscaras, esculturas e objetos ritualísticos que representantes dessa nação do Alto Rio Solimões irão conhecer em visita ao campus universitário em Florianópolis.

Com a presença de Nino Fernandes, representante famoso da nação Ticuna (ou Tukúna), o debate “Museus e povos indígenas: espaço para o diálogo intercultural” abre a Semana dos Museus na terça-feira,  dia 15 de maio, como parte das atividades do Projeto Museu em Curso. A mesa-redonda será realizada às 18h, no segundo andar do novo prédio do Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE/UFSC), em uma parceria com o Curso de Graduação em Museologia da UFSC, o Instituto Brasil Plural e o Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia. Além do ticuna Nino Fernandes, diretor do Museu Magüta, localizado em Manaus, participam da mesa de discussão João Pacheco de Oliveira e Priscila Faulhaber, dois grandes antropólogos, pesquisadores e indigenistas.

O objetivo da semana é imergir no mundo pensado e vivido pelo povo Ticuna, diz a chefe da Divisão de Museologia, Cristina Castellano. Mundialmente conhecidos por seus rituais de iniciação da puberdade, como a Festa da Moça Nova, os Magüta foram visitados por um pesquisador catarinense pela primeira vem em julho de 1962. Nesse ano, o antropólogo do antigo Museu da UFSC, Sílvio Coelho dos Santos, já falecido, realizou sua pesquisa de campo do Curso de Pós Graduação em Antropologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro entre os Magüta do Alto Solimões.

A exposição “Ticuna em dois tempos”, que vai até o dia 25 de outubro no Marque, reunindo a coleção do antropólogo e do artista plástico amazonense Jair Jacmont, é uma mostra do colorido e da exuberância da arte desse povo, que se notabilizou em todo mundo por sua cosmogonia e objetos ritualísticos. As mais de 300 peças em exposição expressam também o modo de ver o mundo dessa grande nação espalhada entre a Amazônia brasileira, Colômbia e Peri, que divide os indivíduos de sua sociedade de castas em duas linhagens, entre as quais se classificam todos os seres vivos, humanos ou não: a das aves e a das plantas.

Palestrantes

O Ticuna Nino Fernandes dirige o Museu Magüta, o primeiro museu indígena do país que, em 1996, foi premiado pelo International Commitee on Museums (ICOM) e em 1999 foi tema de uma grande exposição realizada no Tropenzmuseum (Museu Tropical) em Amsterdam. Nino Fernandes recebeu a Ordem do Mérito Cultural do ano de 2005 do então presidente Lula e do ministro da Cultura Gilberto Gil. Em 2007 foi agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural e em dezembro de 2008 com o Prêmio Chico Mendes, outorgado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Autor de volumosa obra, entre livros e artigos publicados, João Pacheco de Oliveira é Professor Titular do Museu Nacional do Rio de Janeiro, curador das coleções etnológicas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e docente do da UFRJ. Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) entre 1994 e 1996 e por diversas vezes exerceu a função de coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas, função pela qual responde também na atual gestão.

Atuando ao lado dos Ticuna desde a década de 1970, Oliveira foi um dos fundadores e primeiro presidente do Centro de Documentação e Pesquisa do Alto Solimões. A entidade criada em 1986 deu origem ao atual Museu Magüta, administrado pelo movimento indígena, por meio do Conselho Geral da Tribo Tikuna. Em 1977 publicou a dissertação As Facções e a Ordem Política em uma Reserva Tükuna, defendida pela UnB e em 1988 a tese “O Nosso Governo”; os Ticuna e o Regime Tutelar, pela UFRJ.

Priscila Faulhaber é pesquisadora da Coordenação de História da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins e pesquisadora-associada do Museu Paraense Emílio Goeldi, de Belém. Atua como professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Amazonas e do Programa de Pós-Graduação em Museologia da Unirio.

Sua dissertação de mestrado, defendida em 1983 (UnB), foi publicada em livro sob o título O Navio Encantado; Etnia e Alianças em Tefé. Nela a pesquisadora enfoca o contexto das relações interétnicas dos povos Miranha, Matsé (Mayoruna) e Cambeba e vários segmentos da sociedade envolvente na região de Tefé, no Médio Rio Solimões. Sua tese, O Lago dos Espelhos; um estudo antropológico a partir do movimento dos índios de Tefé/AM, de 1992 (Unicamp), publicada em 1998, oferece exame sobre o entendimento de fronteira étnica, definida a partir das tensões produzidas com a demarcação das terras indígenas no Médio Solimões.

As relações entre a iconografia das máscaras ticuna da Coleção Curt Nimuendaju (1941/1942) e a mitologia exposta na monografia desse etnólogo remete, como escreve a autora, “à análise da performance do ritual de puberdade feminina”. Diz Priscila Faulhaber que essa simbologia “toca as temáticas da fertilidade da mulher e da natureza, da complementaridade das metades, da passagem do tempo, das obrigações sociais da mulher e dos papéis e lugares na organização social Ticuna.”

Quem são os Ticuna

1.  Autodenominação – Magüta
2.  Língua e família linguística – Ticuna
3. Quantos são – totalizam cerca de 52.000 pessoas
4. Onde habitam – no Brasil, Colômbia e Peru. No Brasil a maioria ocupa a região do Alto Solimões, ocorrendo também presença no médio e no baixo curso do rio Solimões, estado do Amazonas
5. Terras Indígenas no Brasil – atualmente somam 28. Homologadas e registradas: 20; homologadas: 03; declaradas: 04 e em identificação: 01

Vivem em mais de uma centena de aldeias e atualmente algumas famílias habitam também centros urbanos como, por exemplo, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Beruri e Manaus.

Integrantes do povo Ticuna se encontram em processo de escolarização nas aldeias ou fora delas, o que implica o ingresso em diversos cursos superiores, incluindo os de Licenciatura Intercultural Indígena, da Universidade Estadual de Amazonas (UEA) e Universidade Federal de Amazonas (UFAM). Para incentivar e monitorar esse processo de escolarização, os Ticuna criaram a Organização Geral dos Professores Ticunas Bilíngues (OGPTB) em dezembro de 1986.

Em sua vigorosa postura pela autodeterminação e reconhecimento de seus direitos territoriais instituíram, em 1982, o Conselho Geral da Tribo Ticuna (CGTT) e posteriormente, em 1990, o Museu Magüta, localizado no município de Benjamin Constant, no Amazonas.


* Serviço:

O quê: Mesa-redonda do Projeto Museu em Curso “Museus e Povos Indígenas: Espaço Para o Diálogo Intercultural”.
Quando: 15 de maio de 2012, das 16h às 18h
Onde: 2° Piso do Pavilhão Antropólogo Sílvio Coelho dos Santos / MArquE – UFSC
Campus Universitário . UFSC . Florianópolis

Entrada franca com direito a certificados

Informações: (48) 3721-8604 ou 3721-9325
E-mail: ufsc.mu.museologia@gmail.com

Reproduzido de NotíciasUFSC
Por Raquel Wandelli . Jornalista da UFSC na SeCArte
11 mai 2012

sábado, 5 de maio de 2012

II Jornada Catarinense de Estudos sobre o Patrimônio Cultural


II Jornada Catarinense de Estudos sobre o Patrimônio Cultural

O Laboratório de Patrimônio Cultural - LabPac, da Universidade do Estado de Santa Catarina, promoverá, em 07 de maio de 2012, a II Jornada Catarinense de Estudos sobre o Patrimônio Cultural, tendo como refereência a temática: "Objetos e(m) museus: a que será que se destinam?".

Na programação constam mesas redondas, mostra de livros e uma conferência de encerramento. 


As inscrições são limitadas e gratuitas e podem ser feitas a partir do link:

Via e-mail da rede de Educadores em Museus de Santa Catarina

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Rayuela . Amarelinha


Rayuela
Rayuela, capítulo siete.


Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y los ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos...

... textos escritos y publicados hace años...

... con cronopios o sin ellos...
... en torno a su mundo de juego, a esa grave ocupación que es jugar cuando se buscan otras puertas.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

...otros accesos a lo no cotidiano simplemente para embellecer lo cotidiano, para iluminarlo bruscamente de otra manera. Sacarlo de sus casillas, definirlo, de nuevo, y mejor.

...me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar.

...exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

... yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.

Amarelinha
O Jogo da Amarelinha, capítulo sete.



Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais perto e então brincamos de cíclope, nos olhamos cada vez mais de perto e os olhos se engrandecem, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se entreolham, respirando confundidos...

... textos escritos e publicados anos atrás ...

... com cronopios ou sem eles...
? em torno de seu mundo de brincadeira, a essa grave ocupação que é brincar quando se procura outras portas...

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... outros acessos dentro do cotidiano, simplesmente para embelezar o cotidiano, para iluminá-lo bruscamente de outro jeito. Retirá-lo de dentro da caixa, definí-lo, de novo, e melhor.

... ? basta-me fechar os olhos para desfazê-lo inteiro e recomeçar.

... exatamente com sua boca que sorri por debaixo daquela que minha mão te desenha.

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... eu te sinto tremular contra mim, como uma lua sobre a água.

domingo, 11 de setembro de 2011

Pesquisadora italiana visita o Museu do Brinquedo na BU/UFSC


Pesquisadora italiana visita o Museu do Brinquedo na BU/UFSC

A pesquisadora de história da arte infantil Marina Tonzig visitou nesta terça-feira (06/09/2011) o Museu do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina (MBISC), localizado no prédio central da Biblioteca Universitária, para firmar parceria com a responsável pelo museu, Telma Piacentini.

Marina é criadora do projeto Mostra Internacional do Brinquedo Brasileiro e da Cultura Lúdica Vêneta, que busca desenvolver pesquisas e exposições na área infantil relacionando Brasil e Itália. Além da capital catarinense, nesta viagem Marina passou por museus de São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, e mantém contato com instituições em Salvador e Natal.

A pesquisadora veio acompanhada do músico brasileiro Eduardo Hebling, responsável pela parte musical do projeto.

Hebling mora na Itália há 21 anos e está auxiliando Marina no primeiro contato com as instituições brasileiras.

“Nesta viagem eu estou acompanhando a Marina para ajudar na comunicação e nas questões logísticas, mas esta é só a primeira visita de muitas”.

A reportagem completa sobre a visita de Marina Tonzig ao MBISC você confere na próxima edição de BU Informa.

Lucas Inácio/BU/UFSC
BU Informa
08 set 2011 Página 3

domingo, 17 de julho de 2011

Bonecas: Judy Garland cantando "Beautiful Doll"...


Oh, You Beautiful Doll

Hon-ey dear, Want you near,
Just turn out the light
and then come ov-er here,
Nes-tle close Up to my side,
My hear-t's a fire
With love's de-sire.
In my arms, rest com-plete,
I nev-er thought that life
could ev-er be so sweet Till
I met you, some time a go,
But now I know I love you so.

Oh! you beau-ti-ful doll,
you great big beau-ti-ful doll!
Let me put my arms a-bout you,
I could nev-er live with-out you;

Oh! you beau-ti-ful doll,
you great big beau-ti-ful doll!
If you ev-er leave me how my heart will ache,
I want to hug you but I fear you'd break

Oh, oh, oh, oh,
Oh, you beau-ti-ful doll!

Prec-ious prize, Close your eyes,
Now we're goin' to vis-it
lov-er's par-a-dise, Press your lips
A-gain to mine, For love is king

Of ev'-ry thing. Squeeze me dear,
I don't care! Hug me just as
if you were a griz-zly bear
This is how I'll go through life,
No care or strife When you're my wife.

Oh! you beau-ti-ful doll,
you great big beau-ti-ful doll!
Let me put my arms a-bout you,
I could nev-er live with-out you;

Oh! you beau-ti-ful doll,
you great big beau-ti-ful doll!
If you ev-er leave me how my heart will ache,
I want to hug you but I fear you'd break

Oh, oh, oh, oh,
Oh, you beau-ti-ful doll!





"For me and my Gal"
1942
Direção: Busby Berkeley
Com Lucille Norman and George Murphy.