sexta-feira, 25 de maio de 2012

MBISC na Mesa-redonda dia 28/05/12: “Museus em um mundo em transformação: novos desafios, novas inspirações”


Convite – 3º Encontro da REM/SC de 2012

Mesa-redonda –  “Museus em um mundo em transformação: novos desafios, novas  inspirações”
  
Com o propósito de contribuir para as reflexões a partir da temática da 10ª Semana Nacional dos Museus, proposta pelo IBRAM, a Rede de Educadores em Museus de Santa Catarina convida os profissionais de Museus, Professores e estudantes da Museologia, da Educação e de áreas afins, bem como outros interessados neste campo de atuação, para participarem da mesa-redonda.

Palestrantes:

-Prof.ª Dr.ª Janice  Gonçalves -  Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC/ Programa de Pós-Graduação em História/ Laboratório de Patrimônio Cultural;

-Prof.ª Dr.ª  Nadja Carvalho Lamas -  Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE/ Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade/ Programa Institucional de Extensão Arte na Escola;

-Prof.ª Me. Marcia Regina Battistela - Secretaria de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina/ Programa Santa Catarina Games – SC Games/ Projeto Novos Talentos em Games.

Mediadora:

- Prof.ª Dr.ª Telma Piacentini  - Museu do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina/ Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Dia: 28 de maio
Local: Museu da Escola Catarinense
Horário: 14h às 17h30min
Endereço: Rua Saldanha Marinho, 196 –  Centro – Florianópolis
Informações: remsc2010@gmail.com  /  (48) 9997-9208/ 9927-4601

Contamos com sua presença!
Equipe da REM/SC

Saberes sobre a Terra: I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng


Convite

Evento: I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng:

Saberes sobre a Terra

Data: 31 de maio de 2012
Horário: 08h30 h
Local: Auditório do CFH/UFSC

Informações: Secretaria do Curso Licenciatura Intercultural Indígena - (48) 3721-2614

Divisão de Museologia

Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral – UFSC
Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima - Trindade - CEP 88.040-900
Florianópolis - Santa Catarina – Brasil

Telefones: (48) 3721-8604 | 3721-6473 | 3721-9325

Oficina: Desenvolvendo estratégias participativas para a ampliação e manutenção da comunidade nos espaços museológicos


Estão abertas inscrições para oficina que incentiva a democracia cultural e busca capacitar os profissionais de museus

O Museu Victor Meirelles realizará nos dias 31 de maio, 01 e 29 de junho de 2012, das 14 às 18 horas, a oficina Desenvolvendo estratégias participativas para a ampliação e manutenção da comunidade nos espaços museológicos.

A oficina tem como público alvo os profissionais de museus de todas as áreas e será ministrada por Kelly Tavares, mestre em Gestão Cultural pela University of Oregon, EUA, e com Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES.

A ementa do curso aponta para a busca de soluções inovadoras de maneira colaborativa e, ao mesmo tempo, a mobilização de atividades que transformem o planejamento em uma prática viável para fortalecer os programas oferecidos pelos museus ao seu público-alvo.

A proposta visa também discutir estratégias para a criação de políticas que possibilitem o cumprimento de planos de ação. Além disso, servirá como um exercício teórico e prático para a elaboração e execução de um projeto que poderá ser aproveitado pelos museus em seus planejamentos estratégicos.

Com o objetivo de capacitar o corpo técnico de museus para a promoção da democracia cultural, as inscrições para a oficina já estão abertas. Para tanto, basta enviar e-mail para mvm.ac@museus.gov.br até o dia 25 de maio, com o nome completo, instituição e telefone para contato. As 30 vagas distribuídas serão preenchidas de modo a privilegiar o máximo de instituições interessadas. O resultado com a relação dos(as) selecionados(as) será divulgado no dia 26 de maio.

Programação:

1º Dia (31/05)
Conteúdos teóricos abordados:

Democracia Cultural: acessibilidade e empoderamento
Desafios Enfrentados: Instabilidade e mobilização política
Visão da instituição: Aonde se quer chegar?
Detalhar Elementos do Planejamento Estratégico: Análise, plano de ação, implementação, avaliação, aperfeiçoamento do plano.
Princípios da Democracia Organizacional
Capacitação da equipe para execução do plano e desafios para uma democracia organizacional.

Apresentação da proposta prática:
Plano de ações considerando os seguintes pontos:
O Museu - missão, visão, objetivos e metas.
Objetivo principal - ampliar as ações do museu junto à comunidade a fim de criar uma relação de troca e formação de público-alvo.
Desafio - Instabilidade operacional
Ações políticas

2º Dia (01/06)
Desenvolvimento da Proposta Prática:

Discutir um resumo de estudo de caso da instituição
Elaborar esboço do 1º dia com base no estudo de caso apresentado e com base nos elementos do planejamento estratégico (Missão, visão, objetivos, metas, análise situacional, alternativas estratégicas, plano operacional/ plano de ações, capacitação, plano de marketing, implementação, avaliação e reformulação do planejamento).
Elaborar um plano de ação de maneira participativa.
Selecionar uma ação para implementação no terceiro dia.

3º Dia (29/06)
Execução
Capacitação profissional: O trabalho em equipe
A delegação e distribuição de tarefas

O grupo se reunirá para executar uma ação pontual que foi previamente escolhida
Avaliação

Mais informações e inscrições:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um antropólogo catarinense no Alto Rio Solimões: “Ticuna em dois tempos”


Um antropólogo catarinense no Alto Rio Solimões

Museu (MarquE) abre pela primeira vez ao público “Ticuna em dois tempos”, exposição com objetos indígenas coletados pelo pesquisador Sílvio Coelho dos Santos na Amazônia dos anos 60

“Sobre a viagem, posso registrar que está completa. Vivo cenas que sonhei quando garoto e que nunca imaginei viver”. (Diário de Campo de Sílvio Coelho dos Santos – Expedição Ticuna)

Quando em julho de 1962 o jovem historiador Sílvio Coelho dos Santos viajou para o território Ticuna em uma expedição arriscada pelo alto rio Solimões, tinha o desafio de agregar experiência prática à sua formação teórica como antropólogo. Ao chegar ao município de Benjamim Constant, ao lado da colega Cecília Maria Helm e do etnólogo Roberto Cardoso de Oliveira, que o orientava na pesquisa, encontrou um povo massacrado pelo avanço violento dos seringueiros e madeireiros sobre suas terras após o boom da exploração da borracha. Desfigurado pelo álcool e pela miséria, os Ticuna lutavam para perpetuar a prática de suas tradições. Mas o pesquisador também encontrou um grupo de riqueza cultural fascinante, que organiza todos os seres vivos, inclusive os humanos, em duas grandes linhagens, a das aves e a das plantas, e cujas máscaras, desenhos e pinturas ganhariam, por sua força e originalidade, fama internacional. Muito além da prestação de contas de um trabalho acadêmico exploratório, a coleção de objetos etnográficos e os registros de campo inéditos deixados pelo antropólogo representam a retribuição emocionada de um jovem de 24 anos ao povo pacífico, mas não passivo, que o acolheu por três meses e o fez selar o pacto de toda uma vida em defesa dos povos indígenas brasileiros.

Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. No dia 9 de maio, às 19 horas, no campus da UFSC em Florianópolis, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) apresenta pela primeira vez ao público a coleção com 53 objetos recolhidos entre os Ticuna e os registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica. Desde que retornou da expedição, no final dos anos 60, esse legado esteve depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande pavilhão que recebe seu nome, no dia 24 último, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger  e da restauradora  Vanilde Ghizoni. Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.

A exposição “Ticuna em dois tempos” traz à tona essa história de amor ao conhecimento e homenagem a mais numerosa nação indígena da Amazônia brasileira e também do país. Cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense representado no material coletado durante a sua participação no Curso de Especialização em Antropologia no Museu Nacional (da antiga Universidade do Brasil), no Rio de Janeiro, na década de 1960. Integram o conjunto de Sílvio Coelho adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides de figuras humanas e paisagens.

De outro lado, está o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus. São mais 135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural - IBP. Explica a diretora do MArquE Teresa Fossari que a exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.

Serviço:
Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19 h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado as terças) – 10h às 17h

Fonte: Raquel Wandelli
Jornalista da UFSC na SeCArte

Blumenau 18 de maio 2012: Mesa redonda sobre Acessibilidade em Museus


Mesa redonda sobre Acessibilidade em Museus

A FundaçãoCultural de Blumenau, por intermédio do Museu da Família Colonial, Museu deHábitos e Costumes e do Museu de Arte de Blumenau, em comemoração ao dia Internacional dos Museus, 18 de maio, promoverá uma Mesa Redonnda com a temática acessibilidade em museus. O objetivo é debater a cerca da inclusão de deficientes visuais e da experiência de comunicação envolvendo um pai e seu filho autista com uso da arte visual.

A mesa será composta pela gerente do Centro Braille, Eliane Luchini, e pelo artista plástico, fonoaudiólogo, mestre em educação superior Miguel Higuera Cancino. 

O debate ocorrerá no dia 18 de maio, no Auditório Edith Gartner ( Rua XV de Novembro, 161), das 14h às 17 h.

A palestrante Eliane Luchini abordará sua expêriencia com cegos como também as atividades desenvolvidas pela Fundação CUltural de Blumenau para atender  este público e como estas ações podem ser desenvolvidas e adaptadas dentro de um museu.

A palestra também  versará  sobre a experiência de comunicação entre um pai e seu filho autista através da arte visual, evidenciando que  as dificuldades do autismo podem ser vistas sob um olhar diferente e mais positivo que motive as famílias a compartilhamento no cotidiano com seus filhos.

Serão abordados também alguns aspectos da biologia do autismo e as suas  manifestações  representadas nas obras do  menino arista, qu estarão exposta durante o evento.

Miguel Higuera Cancino é especialista em Autismo, Asperger, Síndrome de Down e SDAH, com experiência nesta áreas há mais de 27 anos. É também Fonoaudiólogo e Mestre em Educação Superior, e docente do curso de Mestrado de Neurociência da  Universidade Finis Terrae - Chile. Além disso, é autor do livro 'Mi hijo no habla", em que relata sua experiência com o filho autista.

A inscrição é gratuita e pode ser feita a partir desta quinta-feira, dia 3, até 17 de maio, pelo telefone 3322-1676 e 3326 – 6596
E-mail: