quarta-feira, 15 de abril de 2015

Bonecas negras ensinam a combater o racismo brincando


Bonecas negras ensinam a combater o racismo brincando

O racismo e a vontade de se ver representada levaram Ana Júlia dos Santos a usar sua arte como forma de expressar as especificidades da população negra brasileira. Há 15 anos, a artesã faz bonecas negras, que subvertem o estereótipo “nega maluca” e fornecem novas armas para o combate ao preconceito.

Ana Fulô, como é conhecida, conta que foram poucos os brinquedos durante sua infância, mas lembra de “nunca ter tido uma boneca negra”. Talvez, mais marcante do que a falta de referências ainda quando pequena tenha sido o relato de uma de suas netas sobre um trabalho de escola em que deveria montar uma “bonequinha”.

“A professora disse ‘Agora quando você fizer a boneca negra, você põe um pedaço de Bombril [esponja de aço] para imitar o cabelo dela’. Ouvi esse relato da minha neta. A minha filha ficou mal, se dirigiu à professora e questionou isso. Foi retirado o trabalho. Não foi feito mais.”

Coincidentemente, com a experiência de racismo vivida pela neta, Fulô explica que procurou uma feira para expor seu artesanato, mas não havia mais vagas. Então, a coordenadora do espaço sugeriu que ela fizesse bonecas negras, pois a artesã que desenvolvia esse trabalho havia falecido. Neste encontro de situações, Fulô deparou-se com a oportunidade de expressar sua identidade e combater o racismo.

“Eu notei que as meninas negras brincam com as bonecas brancas, mas nem sempre as meninas brancas brincam com as bonecas negras. Então, eu quis tirar aquela maneira da pessoa tratar a boneca negra como a ‘nega maluca’. Eu quis fazer as meninas bonitas. Então, eu comecei a trabalhar nesse sentido até para elevar a autoestima das nossas crianças e mostrar para elas que os brinquedos delas podem ser tão ou mais bonitos que os outros.”

Olhos claros, pele escura

No circuito das grandes lojas de brinquedos são raras as bonecas negras. E quando estão presentes, geralmente trazem traços característicos de pessoas brancas, alterando apenas a cor da pele. Dessa forma, fabricantes de brinquedos não se intimidam em apresentar bonecas negras com olhos verdes ou, ainda, reforçar preconceitos com a reprodução de estereótipos.

Artesã e professora do Ensino Fundamental, Lúcia Makena faz bonecas negras há mais de dez anos. Ela avalia que o mercado formal de brinquedos não demonstra interesse em conhecer e representar a população negra.

“A indústria, eu acredito que quando ela faz uma boneca negra, ela não está muito preocupada com a questão da identidade e da cultura. Eu acho que eles só colocam tinta marrom e pronto, né. E a preocupação que eu acho que as empresas deveriam ter é de pensar quem é esse povo negro, qual é essa cultura, qual o seu modo de ver a vida, o que é importante para eles, e eles [as empresas] não se preocupam com isso.”

Arte-educadora, Lúcia ainda destaca a importância do trabalho para a educação das crianças na questão da diversidade étnico-racial. “Eu acredito que os brinquedos fazem parte desse processo de formação das crianças. Então, você tem que fazer bonecas contemplando as etnias. Não pode a criança passar a vida inteira comprando bonequinhas loiras, loiras, loiras, se muitas vezes elas não são loiras e muitas vezes elas não vão se identificar com aquilo. Vai trazer uma impressão de que a sua referência de beleza é outra.”

Brincadeira séria

Assim como Makena, Fulô considera fundamental a função educacional dos brinquedos. “Nenhuma criança nasce preconceituosa. Isso é coisa que vão colocando na cabecinha dela. Eu acho que a partir do momento que ela começa a brincar, ela tem um entendimento da diversidade de raça. Coloca as duas para a criança brincar, se a gente percebe que ela não integra a boneca negra nas brincadeiras, então, ali tem algum problema. Aí é que se começa a trabalhar a cabecinha da criança.”

Para Fulô, mais do que bonecas, suas criações são personagens que possuem histórias próprias. Juntamente com a arte do desenvolvimento de cada novo molde, roupas e outros adereços que acompanham suas meninas, ela pensa também na identificação de cada boneca. Assim, costuma presentear quem compra seu trabalho com textos sobre o que ela imagina para cada menina.

Reproduzido por CEERT de Brasil de Fato
27 dez 2013


Acompanhe Lúcia Makena no Facebook, clicando aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos


Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos

O astrofísico Neil deGrasse Tyson fazia uma palestra no Wilbur Theatre, de Boston, quando Jack, de 6 anos, perguntou a ele qual era o sentido da vida.

No vídeo abaixo (em inglês, legendado) vemos que Tyson fica surpreso com a pergunta, mas ao mesmo tempo elogia o pequeno: "quando adulto você terá os pensamentos mais profundos", diz ao menino.

"Acho que as pessoas fazem essa pergunta achando que o significado é algo palpável que possa ser encontrado (...) e não consideram a possibilidade de que o significado da vida é algo que você pode criar", explica. "Para mim o significado da vida é aprender algo diferente hoje, algo que eu não sabia ontem. E isso me deixa mais próximo de conhecer o que pode se conhecer no Universo, só um pouco mais perto, independente do quão distante está o conhecimento total. Se eu não aprendo nada, o dia foi desperdiçado. E por isso não entendo quem entra em férias da escola e diz 'é verão e eu não preciso pensar mais'".

Confira o vídeo:

Reproduzido de Revista Galileu . Luciana Galastri
20 jan 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Brasil Pátria Educadora e Direitos Humanos: Consulta pública aberta até 23/01/2015


Brasil Pátria Educadora e Direitos Humanos: Consulta pública aberta até 23/01/2015

Acessem o formulário e enviem suas sugestões e comentários até 23/01/15 à SDH para o planejamento do órgão

"A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) inova ao propor o seu planejamento para os próximos quatro anos de forma participativa.  A partir desta quarta-feira (14), a sociedade civil poderá contribuir por meio de consulta pública disponibilizada no site da SDH com sugestões sobre como as políticas públicas em Direitos Humanos podem integrar o novo lema do Governo Federal: Brasil, Pátria Educadora. A consulta ficará disponível até 23 de janeiro.

Segundo a ministra Ideli Salvatti ter uma pátria educadora exige a contribuição de toda a sociedade, não apenas da rede formal de educação: “Queremos ouvir o que os direitos humanos têm a contribuir com uma pátria educadora, para que tenhamos uma pátria de respeito absoluto aos Direitos Humanos”, disse a ministra."

Reproduzido de SDH
16 jan 2015

Acesse o link do FORMULÁRIO para preenchimento e, clique em ENVIAR.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Museu do Brinquedo oferece atividades pedagógicas na Ala de Exposições da BU/UFSC


Museu do Brinquedo oferece atividades pedagógicas na Ala de Exposições da BU/UFSC

O Museu do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina, criado em 23 de setembro de 1999, e instalado no antigo prédio do Museu de Arqueologia e Etnologia (MARquE/UFSC), encontra-se com atividades pedagógicas na Ala de Exposições Permanente, primeiro piso da Biblioteca Central da UFSC.

Tal espaço permite a visita constante e livre dos frequentadores da biblioteca e acena para a continuidade de uma prática pedagógica e cultural relevante. Atualmente, conta com o trabalho do curso de Jornalismo, por meio do registro fotográfico, cuja equipe de alunos é coordenada pelo professor Ivan Giacomelli, e da elaboração do repositório, feita pela bolsista Carol Andrade, orientada pela professora Telma Piacentini que descreve as peças. 

A equipe da biblioteca criou a Comunidade do Museu do Brinquedo no Repositório Institucional da UFSC. Cada brinquedo está sendo descrito e sua relação com o mundo mais amplo dos brinquedos, na ótica do entendimento pedagógico e cultural do museu. Ao mesmo tempo, alunos da rede de ensino de Florianópolis, estagiários e professores do curso de Pedagogia da UFSC têm visitado a Ala, transformando os brinquedos na magia de um mundo reencantado.

O Museu do Brinquedo tem seu acervo registrado no museu da UFSC e também no Ministério da Cultura (MINC).

Contato: telma.anita@gmail.com

Reproduzido de Notícias das UFSC
19 dez 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UDESC: 4º Ciclo de Formação: a atividade lúdica e suas implicações na formação humana


4º Ciclo de Formação: a atividade lúdica e suas implicações na formação humana

Data: 04/12/14
Horário: 13h30min
Local: Centro de Ciências Humanas e da Educação - FAED/UDESC
Endereço: Av. Madre Benvenuta, 2007 - Santa Mônica, Florianópolis

Para finalizarmos este Ciclo e pensando a diversidade de repertórios ao qual nos propomos ao longo dos encontros, o convite é para um Circuito de Linguagem, que com a temática: Ciranda de Linguagens - Somos todos meninos que carregam água na peneira, contará com a participação das Professoras:

Maristela Pitz dos Santos
SEMED Blumenau
Mestre em Educação com pesquisa na área da Sociologia da Infância

Marja Milene Belegante Costa
SEMED Blumenau
Professora de Educação Infantil

Morgana Tillmann
Mestranda FURB com pesquisa na área dos Estudos Culturais

Silvia Olenia dos Santos
SEMED Blumenau
Mestre em Educação com pesquisa na área dos Direitos das Crianças.

Inscrições a partir do dia 26 de novembro até a abertura do evento, ou enquanto houver vaga. Inscreva-se aqui

Programação:

13h30min: Abertura – Momento Cultural

14h – “Ciranda de Linguagens - Somos todos meninos que carregam água na peneira”

15h30min. - Intervalo - Café com Ideias

15h45min. – Continuação da Ciranda de Linguagens

17h30min.- Espaço aberto para debate

18h – encerramento


26 nov 2014