Mostrando postagens com marcador Brincadeiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brincadeiras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Projeto Clube da Leitura na Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso em Florianópolis/SC


Projeto Clube da Leitura na Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso em Florianópolis/SC

Dando continuidade ao Projeto Clube da Leitura criado pela Profa. Heliete S. Mallack na Secretaria de Educação do município de Florianópolis, a coordenadora do Museu do Brinquedo, Professora e Escritora Telma Piacentini, autora do livro Brincadeiras Infantis na Ilha de Santa Catarina (2010) com verbetes de Patrícia Guerreiro, foi recebida na Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso pelos alunos das 5as. séries da Profa. Cristiane Ribeiro, para entrevistas nos períodos matutino e vespertino, no dia 09 de novembro do corrente.


Os encontros aconteceram na biblioteca da escola, coordenada pela Bibliotecária Márcia Cristine de Deus Borges e demonstrou um clima de muita seriedade e preparo intelectual dos entrevistadores. Ponto alto foi a confiança demonstrada na partilha de suas brincadeiras preferidas e feitas pelas próprias crianças, como rolimãs, descendo ladeira abaixo, contracenando com as folhas de palmeiras do tempo das reproduções de Cascaes, no interior da ilha, no período de 1940 à 1982.

Os estudantes, meninos e meninas moradores do entorno da escola da Serrinha, demonstraram uma desinibição louvável e um especial preparo para as questões levantadas, abrindo outras possibilidades para encontros futuros da escola com o Museu do Brinquedo, para o ano de 2017.


É de se destacar que a escola se preparava para a eleição da diretora no dia seguinte, com diferentes exposições e apresentação de coral e dança, abrindo à sua comunidade, o conhecimento que seus alunos estão produzindo, entre muitos, uma releitura da obra de Luciano Martins, com momentos presenciais e troca de saberes tanto na escola como no atelier do artista.

Atualmente, o projeto Clube da Leitura está sendo desenvolvido por Waleska Regina Becker de Franceski e Daniele Debec, da SME/2016.  E o livro escolhido pelas quintas séries para o ano de 2016, proporcionou momentos de encantamento e troca de saberes.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

VITOR KAINGANG VIVE! Ato . Exposição de Brinquedos . Brincadeiras


VITOR KAINGANG VIVE!

Ato . Exposição de Brinquedos . Brincadeiras
Hall do 1o. piso (empréstimo) da Biblioteca Universitária da UFSC
Campus Trindade
Abertura dia 29 de janeiro de 2016*

A brutalidade do assassinato do menino Kaingang, Vitor Pinto, de apenas 02 anos de idade, degolado enquanto era alimentado nos braços de sua mãe, a índia Sônia da Silva, no dia 30 de dezembro de 2015, em frente à rodoviária de Imbituba, não é apenas um caso isolado ou menos ainda uma fatalidade como alguns insistem em afirmar. A morte de Vitor expõe a situação de vulnerabilidade a que estão submetidos cotidianamente os índios no Brasil. Isto é reflexo do completo descaso com que o Estado trata das questões de demarcações de terras, saúde, educação, e outras demandas indígenas em geral. Neste país, matam-se aos poucos seus povos originários.

Tal fato só contribui para aumentar e perpetuar o preconceito da sociedade, que está aliado à uma mídia que incita constantemente o ódio e violência contra os índios ao invés de buscar a promoção de uma sociedade mais humana. Não seria essa uma tragédia digna de ter ultrapassado as fronteiras nacionais e chegado aos órgãos internacionais?

Não se trata apenas da morte de uma criança, mas do assassinato do sonho de dignidade da infância. Vítor era uma criança indígena e, portanto, pobre. Talvez isto explique o silêncio. Era mais uma criança alvo do descaso público, como tantas neste país. Crianças invisíveis.

As populações indígenas no Brasil têm enorme contribuição para a identidade do país, para a proteção do meio ambiente e para a construção de uma sociedade mais humana, no entanto são tratados com descaso. É imprescindível que num país que onde se busque melhores condições de igualdade e dignidade para seus habitantes saiba respeitar e valorizar a diversidade cultural e proteger os povos indígenas.

O menino Kaingang não poderá mais brincar. Não poderá mais correr nas matas que seu povo protege, nem nos rios, nem brincar com os animais que tanto respeitam. Não viverá para ver o que vem depois. No entanto não o deixemos ser abandonado uma vez mais. Que o futuro e a história dos povos indígenas no Brasil seja de direitos e não de tragédias. Não o deixemos morrer na memória daqueles que lutam por uma sociedade mais humana.

__________


* Horário da Exposição

Horário de Verão da BU/UFSC
Das 07:30 às 13:30 h de segunda à sexta até 26/02/16
Sábado e domingo fechado

Horário após 29/02/16 da BU/UFSC
Das 07:30 às 22:00 h de segunda à sexta
Das 08:00 às 17:00 h no sábado
Domingo fechado

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Rayuela . Amarelinha


Rayuela
Rayuela, capítulo siete.


Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y los ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos...

... textos escritos y publicados hace años...

... con cronopios o sin ellos...
... en torno a su mundo de juego, a esa grave ocupación que es jugar cuando se buscan otras puertas.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

...otros accesos a lo no cotidiano simplemente para embellecer lo cotidiano, para iluminarlo bruscamente de otra manera. Sacarlo de sus casillas, definirlo, de nuevo, y mejor.

...me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar.

...exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

... yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.

Amarelinha
O Jogo da Amarelinha, capítulo sete.



Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais perto e então brincamos de cíclope, nos olhamos cada vez mais de perto e os olhos se engrandecem, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se entreolham, respirando confundidos...

... textos escritos e publicados anos atrás ...

... com cronopios ou sem eles...
? em torno de seu mundo de brincadeira, a essa grave ocupação que é brincar quando se procura outras portas...

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... outros acessos dentro do cotidiano, simplesmente para embelezar o cotidiano, para iluminá-lo bruscamente de outro jeito. Retirá-lo de dentro da caixa, definí-lo, de novo, e melhor.

... ? basta-me fechar os olhos para desfazê-lo inteiro e recomeçar.

... exatamente com sua boca que sorri por debaixo daquela que minha mão te desenha.

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... eu te sinto tremular contra mim, como uma lua sobre a água.

sábado, 28 de maio de 2011

Chocalho


Chocalho

"Se não fosse tão bom  |  Se não fosse assim,
Tocar e morder  |  Tão colorido, tão divertido
Babar, fazer dançar  |  Nem haveria chocalho."
Jogar no assoalho.  |  Carlos Urbim

Poesia/cantiga enviada via Alessandra Rotta
Foto: Carlos Urbim/UOL




Depoimento pela visita da turma do curso de Pedagogia/UFSC ao Museu do Brinquedo na BU: 

"É contagiante ver as expressões das alunas nas fotos postadas no blog, em especial, da aluna Joana que  - literalmente - fica de boca aberta diante das brincadeiras em miniatura expostas nas vitrines do MBSC. O encantamento contagiante provocado pelos brinquedos e brincadeiras ou suas representações pela arte é muito bom! Tão bom, como bem diz o poema, "que se não fosse assim, nem haveria chocalho"! Ou mesmo se poderia dizer, que se não fosse assim, a humanidade estaria perdida!" A.R.

Foto: Leo Nogueira